O cliente está pronto para sair de casa quando a moto para diante do portão. O técnico vem concluir parte do serviço contratado. Sem saber de tal agendamento, com outro compromisso urgente à espera, o proprietário desculpa-se, mas precisa sair. Quem sabe mais tarde seja possível atendê-lo?
Cerca de uma hora depois, o celular do cliente toca. Era da empresa fornecedora. A funcionária comenta sobre a recusa feita pouco antes de atendimento ao técnico. A partir daí, tem início interessante diálogo entre gerações e cultura empresarial:
- Nós avisamos da ida do nosso funcionário à sua casa, diz ela.
- Para quem vocês avisaram?
- No grupo.
- Que grupo?
- O grupo de WhatsApp criado para a venda.
- Não recebi mensagem alguma. Você tentou ligar para o meu celular?
- Mandei no grupo. Está lá, no WhatsApp.
Preocupado com o andamento da conversa, o cliente, homem maduro, pondera à interlocutora:
- Mas está no WhatsApp...
Ao perceber a intransigência da funcionária, o cliente desabafa:
- Eu tenho idade. Mesmo se fosse jovem, como vocês podem saber se eu li a mensagem num grupo de WhatsApp? Vocês precisam entender o perfil de cada cliente. O mundo é plural. Jamais será dividido entre os com WhatsApp e os sem WhatsApp. O correto é garantir o recebimento da informação por todos os meios possíveis.
Como ficou a história? Até agora estou sem saber. O cliente, amigo chegado, nada falou nem foi perguntado. Parece coisa daquela velha piada.
Marido e mulher brigaram feio. Ficaram sem se falar durante dias. No meio da pendenga, o marido precisava de favor da esposa. Sem querer dar o braço a torcer, deixou bilhete sobre a mesinha de cabeceira da madame com o seguinte pedido: “Por favor, me acorde às seis e meia. Tenho reunião às oito horas”. Ao acordar, eram dez horas da manhã e a reunião já havia até acabado. Ele ia protestar quando leu bilhete da esposa em sua mesinha de cabeceira: “Já são seis e meia. Hora de acordar”...
Quando você se descuida da comunicação, seja empresarial ou pessoal, está na hora de rever os seus conceitos.
Os animais perdidos continuam a fazer parte do nosso cotidiano. Depois do cão Jorge – lembram-se dele? – no ano passado, agora aparece o gato Max. Diferente do Jorge, todo exibido, o bichano tem estilo recatado, na dele.
Aos fatos.
Sábado à noite, nossa cadela, Gucci, golden retriever, deu a maior corrida em um gato que passeava no quintal. O felino sumiu. Estranhamos a reação dela, sempre amigável com outros animais.
Pela madrugada, a Gucci me acordou, inquieta. Farejava o quarto, arranhava a porta para sair, enfim, devia estar com sede ou vontade de fazer suas necessidades, pensei. Continuou com o comportamento estranho na sala, cozinha, quintal, como se estivesse à caça de algum invasor. Nada de anormal encontrado, voltamos ao quarto.
Pela manhã, a Gucci continuava inquieta. Assim permaneceu à tarde, sem qualquer indício de algo diferente na casa. O motivo de tanto desespero foi descoberto pelo João Marcelo, nosso filho. Ele encontrou o gato escondido no box do banheiro principal.
Começava ali a operação retirada do felino. A Gucci foi trancada na sala de vídeo, enquanto ele acomodava o gato na varanda, sem dar chance de a dupla se encontrar. A partir daí, tem início a segunda fase do processo: tentar encontrar os donos do animal.
O João Marcelo postou aviso em suas redes sociais locais sobre o gato perdido. Rapidamente, alguém respondeu com mensagem postada pelos donos na véspera, inclusive com foto do gato.
A última fase da operação foi a mais gratificante. Feito o contato por telefone, um casal bastante simpático, acompanhado de duas filhas pequenas, parou o carro defronte de casa. Ansiosos, queriam saber se o Max (nome do bichano) estava conosco. O dono o encontrou escondido debaixo do carro, tranquilo.
Eles estavam muito emocionados. Só depois de contada a história de vida do Max pudemos entender a reação. O gato, de 12 anos, foi atropelado quando era pequeno. O acidente exige, até hoje, medicação a ser aplicada duas vezes ao dia. Foram quase 48 horas sem o remédio. Dócil, amigo, o animal é parte integrante da família. Nunca havia fugido. Estava a quase um quilômetro de casa. Baita susto, mas com final feliz.
UM DOS OBJETIVOS DA ACADEMIA RORAIMENSE DE LETRAS É APROXIMAR A CULTURA DO POVO; NESTE ITEM, A ARL VEM FAZENDO SUA PARTE
Estudantes de todos os níveis, professores e até turistas descobriram novas oportunidades de ampliar seus conhecimentos com as atividades da Academia Roraimense de Letras. A esquina das avenidas Jaime Brasil com Sebastião Diniz, no Centro, virou ponto de encontro do saber depois da restauração da Casa de Cultura Madre Leotavia Zoller, atual sede da Academia.
A presidente da ARL, pedagoga Ana Célia de Oliveira Paz, comemorou os resultados conquistados no período. “Houve programa para todos os gostos: posse de novas acadêmicas, lançamento de livros, palestras e rodas de conversas, apresentações musicais e encenações ao ar livre, homenagens, enfim, bem diversificado”, destacou a dirigente.
A escritora e professora Georgina Santos e a maestrina Dorly Guerra foram empossadas como novas acadêmicas em 30 de setembro. Com isso, a Academia passa a ter 33% de seu quadro composto por mulheres.
O programa teve início ainda na administração da agora presidente emérita Cecy Brasil, encerrado em 30 de setembro, e previa eventos continuados e pontuais. A proposta visava estreitar os laços da ARL com as comunidades estudantil e acadêmica. “Desde o início de 2025 fazemos o Encontro com o Escritor”, lembra a presidente. “Todos os meses um acadêmico fala sobre o processo de criação de suas obras. O público lota nosso plenário”, comemora a dirigente.
O mês de junho apresentou evento diferente: roda de conversa com acadêmicos sobre o tema Falares, Saberes e Costumes das Festas Juninas. Lançamentos de livros têm espaço no programa, inclusive infanto-juvenis, iniciado em janeiro, mês de aniversário da Academia, com a coleção de livros infanto-juvenis “Orgulho de Ser Roraimense”, da escritora Joquebede Joia. O acadêmico Tilho Filgueiras prosseguiu em outubro, com mais dois volumes da série Daniel Sapeca. Para o público adulto foi lançado o livro “Mulheres Por Mulheres: Vida, Vivência e Essência”, coletânea com 11 artigos produzidos por nove escritoras, acadêmicas ou não. Ainda em outubro, o escritor goiano Willy Rilke lançou na ARL o livro “Entre Prosas e Risos – Rabiscos do Cotidiano”, no formato de crônicas.
Em matéria de homenagem, a Academia concedeu ao médico roraimense Samir Xaud, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Moção de Aplauso pela posse no mais importante órgão esportivo brasileiro. A entrega do certificado foi feita em cerimônia realizada na sede da ARL.
Eventos artísticos também fizeram parte da programação da ARL em 2025. Os ritmos foramvariados, como chorinho, jazz, música popular. Destaque para “Entre Janelas e Canções”, uma serenata pública realizada nos jardins da ARL, com a maestrina Karisse Bloss e os cantores Jonas Castro e Silvendo Barros; “Choro sem Fronteiras”; “Jazz no Jardim” e a Cantata de Natal, conduzida pela acadêmica e maestrina Dorly Guerra.
A programação para 2026 será apresentada na comemoração do 37º aniversário da Academia, em janeiro. “Teremos ainda mais novidades de interesse do movimento cultural. Aguardem!”, finalizou a dirigente.

Matriarca Maria Tércia Ferreira Eluan

Novas acadêmicas Dorly Guerra e Georgina Santos

Arlinda de Alencar Carneiro - matriarca honenageada

Lançamento do livro Mulheres por Mulheres

Autoras Simone Batista e Ana Célia Paz com Professor Reginaldo Gomes

Encontro com o escritor - acadêmico José Henrique Leite
Maior artilheiro do outrora maior estádio de futebol do mundo, 35 anos depois de encerrar sua carreira o Galinho de Quintino continua a dar show no seu palco preferido. Assim acontece todo fim de ano, quando Zico promove o Jogo das Estrelas. O evento reúne jogadores em atividade ou já inativos. Este ano com a novidade: jogadoras da seleção feminina do Brasil.
Na partida preliminar, artistas entram em campo e mostram suas habilidades(?) com a bola. Parte da renda é destinada a projetos sociais de grande impacto. O parceiro em 2025 foi o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), com os recursos voltados para ações em defesa dos direitos das crianças e adolescentes no Brasil.
Diante de quase 38 mil torcedores, o jogo principal terminou com a vitória do time do Zico sobre o de Romário, por 11 a 6. O resultado pouco importou. Valeu rever antigos ídolos da bola em ação. Verdadeiro desfile de campeões, os craques do presente e do passado fizeram a festa da galera.
Deu de tudo. Desde o sempre polêmico Renato Gaúcho, hoje treinador, até o adorado Maestro Júnior ou o folclórico artilheiro Obina. Com os flamenguistas em maior número no estádio, Renato recebia vaias quando tocava na bola.
Júnior deu lindo passe para o gol mais bonito da noite, marcado por Pedro, atacante do Flamengo da nova geração, de bicicleta. O passado e o presente unidos pelo talento.
Aliás, em matéria de passado, a torcida vibrou com o gol de Petkovic, o primeiro da partida. Na mesma baliza na qual o sérvio fez, de falta, o terceiro gol do Flamengo, em 2001, contra o Vasco, que deu o título de tricampeão carioca para o rubro-negro. O goleiro em ambas as partidas? Helton. Coincidência ou maldade do destino?
O último gol do jogo foi de Tom, de 5 anos, neto mais novo de Zico. Foi o momento lúdico do evento. O menino conduziu a bola e chutou com personalidade para o gol, para o delírio até dos adversários.
Além da grande festa esportiva, o resultado social do evento faz a diferença na vida de quem precisa. São 21 edições de absoluto sucesso. Zico faz a entrega dos recursos em cerimônia pública, com transparência e identificação dos segmentos beneficiados. O gol marcado pelo Galinho no jogo empolgou seus fãs. O gol de placa mesmo começou a ser feito há 21 anos. Valeu, campeão!
A parceria entre o Rotary Club de Boa Vista-Caçari, o Ministério Público do Trabalho no Amazonas e Roraima (MPT/AM-RR) e a Operação-Acolhida ganhou novo capítulo no Estado. O projeto Xadrez na Acolhida contemplou o Abrigo Rondon 1 com material para a prática do esporte. Os beneficiados são estudantes venezuelanos e brasileiros da Escola Estadual Voltaire Pinto Ribeiro, localizada na capital.
Foram doados 40 tabuleiros acompanhados das peças, 30 relógios digitais, um quadro no Abrigo Rondon 1, com a Operação Acolhida, no trabalho A 5 representante presença de militares, rotarianos, professores das escolas magnético com as peças para aulas teóricas, duas telas de projeção, dois datashows e dois notebooks, além de mesas e cadeiras.

O general Santos assina o Termo de Cessão em Comodato do material doado pelo projeto
O valor do investimento foi de, aproximadamente, R$ 31 beneficiadas e do comandante da Força-Tarefa Logística Humanitária - Operação Acolhida, general de divisão José Luiz de Araújo Santos, a quem coube assinar o Termo de Comodato do material doado, de acolhimento dos refugiados venezuelanos ali abrigados. - A parceria com o Rotary Club de Boa Vista-Caçari é antiga. Nela, nós apresentamos o projeto social, que é um conjunto de xadrez para as crianças venezuelanas abrigadas. Hoje, elas são cerca de 50% dos do Rotary, Luíza Feitosa, lembrou a importância da atividade esportiva na infância e adolescência. “Ficamos satisfeitos com o resultado preliminar do projeto”, comentou a dirigente. “Esperamos formar alguns campeões de xadrez com esse projeto”, complementou. mil, destinados pelo MPT/AMRR.
O trabalho de instrutoria será realizado por militares lotados na Operação Acolhida e voluntários civis. A cerimônia de entrega ocorreu o general Santos assina o Termo de Cessão em Comodato do material doado pelo projeto Logo após a formalidade, os estudantes iniciaram a atividades esportiva com os novos materiais. Também houve exposição dos instrutores no junto com a 2ª vice-presidente do Rotary Club de Boa Vista-Caçari, Maria Luíza Sabino Feitosa. O general Santos agradeceu o apoio do Rotary e do MPT/AMRR pelo apoio às atividades da abrigados e este projeto possibilita que tenham um meio de lazer, de aprendizado e, também, uma interação com a sociedade local fazendo novos amigos, avaliou o general. quadro magnético.

Rotarianos e o general Santos observam dois alunos já em ação.
Ele chegou de mansinho. O terreno imenso convidava à entrada sem cerimônia. Área comercial, sem muro frontal ou portão, o imóvel, construído colado ao muro e voltado ao espaço interno, abrigava uma clínica de fisioterapia e empresa do agro.
Desconhecido, fez o reconhecimento do terreno sem pressa. Aboletou-se num canto, de onde passou a observar o movimento de veículos e pessoas. Logo tratou de interagir com a turma local. Seu jeito simpático encontrou receptividade imediata. A coleira no pescoço ajudava. Ele tinha dono. Talvez nome, mas ninguém sabia.
Sim, o visitante era um cachorro. O pessoal da fisio encantou-se com ele. Logo foi batizado: Jorge, nome de personagem de desenho animado.
Havia esperança de encontrarem o dono do animal. Feita a foto, mensagens foram disparadas pelas redes sociais. Passados os dias, nenhuma resposta positiva apareceu. Enquanto isso, funcionários e pacientes da clínica alimentavam o Jorge, inclusive nos finais de semana, quando ficava fechada.
Jorge sentia-se cada vez mais em casa. Recebia quem chegava com alegria. Abanava o rabo como sinal de amizade. Bronca mesmo, só dos motoqueiros. Bastava alguém entrar de moto no estacionamento e lá ia ele implicar com o piloto. Só latia, mas incomodava. Um mês depois, começou a operação novo lar. O Jorge animava o lugar, mas ficava difícil alimentá-lo nos fins de semana, além do aumento do grau de intimidade. Se a porta era aberta, ele entrava, circulava na área de trabalho e depois saía. Parecia fiscal do governo.
Enfim a procura teve êxito. Um paciente conseguiu lugar para o Jorge no sítio de pessoa da família. A despedida ocorreu cedo, antes do início do atendimento na clínica. Havia mistura de alegria e tristeza no ar. Quem chegou à clínica naquela manhã notou a falta do animal. A pergunta mais ouvida era: “Cadê o Jorge?” Todos ficaram tranquilos ao verem as primeiras imagens do cão na nova residência. Seja feliz, amigo. Você fez a nossa alegria.
Ele chegou de mansinho. O terreno imenso convidava à entrada sem cerimônia. Área comercial, sem muro frontal ou portão, o imóvel, construído colado ao muro e voltado ao espaço interno, abrigava uma clínica de fisioterapia e empresa do agro.
Desconhecido, fez o reconhecimento do terreno sem pressa. Aboletou-se num canto, de onde passou a observar o movimento de veículos e pessoas. Logo tratou de interagir com a turma local. Seu jeito simpático encontrou receptividade imediata. A coleira no pescoço ajudava. Ele tinha dono. Talvez nome, mas ninguém sabia.
Sim, o visitante era um cachorro. O pessoal da fisio encantou-se com ele. Logo foi batizado: Jorge, nome de personagem de desenho animado.
Havia esperança de encontrarem o dono do animal. Feita a foto, mensagens foram disparadas pelas redes sociais. Passados os dias, nenhuma resposta positiva apareceu. Enquanto isso, funcionários e pacientes da clínica alimentavam o Jorge, inclusive nos finais de semana, quando ficava fechada.
Jorge sentia-se cada vez mais em casa. Recebia quem chegava com alegria. Abanava o rabo como sinal de amizade. Bronca mesmo, só dos motoqueiros. Bastava alguém entrar de moto no estacionamento e lá ia ele implicar com o piloto. Só latia, mas incomodava.
Um mês depois, começou a operação novo lar. O Jorge animava o lugar, mas ficava difícil alimentá-lo nos fins de semana, além do aumento do grau de intimidade. Se a porta era aberta, ele entrava, circulava na área de trabalho e depois saía. Parecia fiscal do governo.
Enfim a procura teve êxito. Um paciente conseguiu lugar para o Jorge no sítio de pessoa da família. A despedida ocorreu cedo, antes do início do atendimento na clínica. Havia mistura de alegria e tristeza no ar.
Quem chegou à clínica naquela manhã notou a falta do animal. A pergunta mais ouvida era: “Cadê o Jorge?” Todos ficaram tranquilos ao verem as primeiras imagens do cão na nova residência. Seja feliz, amigo. Você fez a nossa alegria.
O repeteco da novela “A Viagem”, da Globo, provocou nova onda de debates sobre a vida após a morte. A grande maioria continua disposta a permanecer neste plano por mais tempo, claro. A dúvida sobre o futuro(?) gera ansiedade em quem ainda quer ter certeza da resposta correta. Há mesmo vida após a morte?
Todos os segmentos envolvidos mantêm seus argumentos afiados. Matérias jornalísticas resgatam casos de quase morte, com depoimentos de quem, supostamente, esteve do lado de lá e voltou para retomar a vida e contar as novidades do além. Como o apelo religioso mostra-se forte, cada qual defende o seu discurso.
Enquanto a resposta continua indefinida, a Globo mantém audiência elevada com o folhetim. Entre cenas suaves de campos agradáveis no plano superior e a angústia assustadora do Alexandre na parte de baixo, teorias e mais teorias (res)surgem em todos os quadrantes do Brasil. Mesmo com a concorrência do ambiente político nacional conturbado, eliminações precoces de grandes times na Copa do Brasil, exposição de miliardário(a)s em redes sociais, “A Viagem” atrai opiniões diversas em tom agudo.
Outro dia, assisti a programa de entretenimento no qual um entrevistado confessava temor de encontrar o personagem Alexandre como assombração de sua casa. Havia suspeitado de algo sobrenatural por lá. Sem entender o processo, preferiu mudar-se de residência.
O mais importante nesse debate sem fim devia tratar do nosso comportamento onde estamos. Viver com dignidade e respeito ao próximo, haja ou não vida depois da morte, faz um bem danado à sociedade. Se vamos acabar nos gramados impecáveis ou ser recebidos pelo Alexandre, a resposta virá depois. Neste momento, justifiquemos a vida. Com ou sem novela.
Em tempo: outro dia, sujeito sem noção queria saber se leva a dívida do consignado com ele depois do último suspiro. Haja paciência...
A dupla é velha conhecida do público roraimense. Todo final de semana, gaúchos João Euclides Juges e Bruno Garmatz batem ponto nas entradas dos restaurantes de Boa Vista. Chegam, colocam mesas lado a lado, arrumam os livros com cuidado e abrem os trabalhos de espalhar cultura pela cidade. Escritores por acaso, fazem sucesso com suas obras de estilos variados, com boa aceitação do público.
Euclides, o primeiro a chegar em Roraima, e Bruno são amigos há décadas. Nem mesmo o fato de torcerem por times rivais no Rio Grande do Sul os afasta. Bruno é gremista por influência do cunhado, mas nem liga para futebol. Euclides, ex-jogador dos bons, torce apaixonadamente pelo Internacional.
Já contamos a saga de ambos neste jornaleco. Euclides trabalhava como cobrador. Passou 29 anos atrás de devedores de loja de eletrodomésticos. Naqueles tempos de Boa Vista ainda pequena em número de habitantes, bastava ele tocar a campainha ou bater palmas à porta de alguma casa para os comentários da vizinhança começarem. Ali morava um caloteiro.
Bruno tem outro perfil. Encontrou na fotografia a paixão profissional. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Roraima, passou a escrever livros como forma de sobrevivência, depois de perder o emprego. Fez livro de texto e fotos sobre a fronteira entre Brasil, Venezuela e República da Guiana, publicado nos três idiomas: português, espanhol e inglês. Pegou o embalo, escreveu outros com temas variados, todos com sucesso.
Remexi nesse baú porque o Euclides lançará neste final de setembro mais um livro, o oitavo de sua lavra, como se dizia antigamente. O título já diz tudo: A Arte de vender livros e suas histórias – Parte 2. A festa será no Centro de Tradições Gaúchas Nova Querência, com muita música, boa conversa e cultura. O Bruno garantiu presença, além de doar livros para sortear entre os presentes. Essa dupla vai longe.