Quando mocinha, Jarib Araújo, nascida em 7 de janeiro de 1925, em Bacabal, Estado do Maranhão, nunca pensou que viveria 100 anos. Primeiro porque, naquele tempo, quem passava dos 50 já estava pagando hora extra. Agravante: historicamente, aquele estado brasileiro sempre teve uma das piores expectativas de vida. Hoje, a média brasileira é 76 anos.
Aos 28 anos de idade, em 1953, acompanhando seus pais, Domingos e Jael da Conceição, mudou-se para Boa Vista. Quem sabe no recém-criado território federal, cuja capital, Rio Branco, na época, era um verdadeiro pátio de obras, conseguissem vida melhor. A mudança foi providencial. Evangélica, membro da Igreja Batista Regular de Boa Vista, casada com Adonias Araújo, Jarib trouxe à luz nove filhos - Elizama, Emitômio, Elizane, Eliane, Celiane, Daniel, Adonias Jr., Simone e Katia – e fez questão de usar a palavra de Deus para educá-los.
Esses filhos lhe renderam 11 netos – Patrick, Caio, Thiago, Alexandre, Tércio, Matheus, Natália, Gabriela, Yasmin, Rodrigo e Alícia - que, por enquanto, geraram seis bisnetos – dois Miguéis, Davi, Gabriel, Alexandre e Ariel.
Jarib viu oito presidentes no comando da República; viu o Brasil adotar oito diferentes moedas oficiais; viu os cabelos dos homens descerem; viu as saias da meninas subirem; viu trajes femininos de banho se transformarem em maiôs, que viraram duas peças, que viraram biquínis, que viram biquininíssimos; viu a chegada da televisão às Terras Brasilis; viu a telinha passar de preto e branco para colorido; viu chegar o Catalina; viu nascer a Penicilina; viu Postafen aumentar bumbum; viu Mounjaro diminuir barriga; viu criação de diversas pílulas - masculinas e femininas; viu ovos e café serem recomendados e demonizados e festejados novamente... Enfim, tantas modificações no mundo não abalaram o curso de vida dessa guerreira.
No dia 7 de janeiro, dezenas de amigos e parentes se reuniram no SINTJUR para comemorar os 100 anos de Jarib Araújo.

