O movimento de quadrilhas ganhou força e transformou-se na mais importante manifestação cultural do Estado de Roraima. Milhares de pessoas passam o ano inteiro sonhando com temas, desenhando figurinos, desenvolvendo coreagrafias, discutindo detalhes do que será mostrado ao grande público durante as festas juninas.
No vácuo do sucesso das quadrilhas, surgem outras manifestações inspiradas em folguedos do mês de junho. Em Boa Vista, os integrantes da banda Tamurá, que, por seu lado, inspira-se no bumba-meu-boi de Parintins, é exemplo do sucesso que esses movimentos folclóricos conseguem.
Composta por artistas que têm seus ganhos nas mais diferentes atividades - autônomos, empresários, servidores públicos -, a Tamurá não enfrenta dificuldades financeiras pela ausência de shows imposta pelo coronavírus e respectivas quarentenas.
Dennis Martins, jornalista, cantor, diz sentir falta dos ensaios e das apresentações, mas comemora o fato de esse tempo no estaleiro não trazer consequências para o bolso. “Já estávamos nos movimentando para participar dos arraiais promovidos pela Prefeitura e pelo Governo do Estado. A covid 19 atrapalha planos, mas nos deixa a certeza de que, quando isso tudo passar, continuaremos fazendo a nossa festa e levando alegria para o grande público que aprecia o nosso estilo.
Dennis conta que eles mesmos, de vez em quando, produzem e promovem os shows da Tamurá, que sempre atraem grande público. “Também somos contratados para cantar em comemorações, aniversários, casamentos...” - E encerra: “Ainda não cantamos em velórios, mas, se a proposta for boa, o defunto pode contar com a Tamurá”, encerra sorrindo.
EM DIA DE ENSAIO, A ANIMADA TURMA DA BANDA TAMURÁ PAUSA PARA UM REGISTRO - Da esquerda para a direita: quarta fila, Richardson Menezes; terceira fila, Wagner Eliakim, Paulo Braga, Marília Pinheiro, Júlia Guimarães e Emerson Teixeira; segunda fila, Karisse Blós e Dennis Martins; primeira fila, Cláudio Menezes e Júnior Santos