Desde o início da década de 1980 travo luta desigual contra a balança. Em alguns momentos, ela ganhava; em outros, eu perdia. Vida que segue. Neste Terceiro Milênio, fiquei mais atento à saúde. Também, pudera. Cada página do mês no calendário representa maior dificuldade em manter o peso ideal. O auxílio da nutricionista contribuiu bastante para resultados expressivos alcançados no período.
Depois da Pandemia, parti para o desafio de mandar embora os três dígitos. Fazer o número mágico 99 aparecer na tela da, agora, balança digital tornou-se busca incessante, sempre respeitada a alimentação saudável determinada pela nutricionista.
Em 2026 ainda faltava eliminar 12 quilos até o sonhado número. O processo foi acelerado depois de descompasso no resultado dos exames didos pela médica. Com as taxas elevadas, parei no hospital. A orgia alimentar do fim de ano cobrava o preço.
Procedimentos revistos, partimos em busca do objetivo, aliado ao processo de redução das taxas. Caminhadas, exercícios no pilates, folhas, muitas folhas (vou acabar trepado em galho de árvore a piar como passarinho). Tudo equilibrado, sem exageros.
Em abril, veio a visão da vitória (sem trocadilho). Entrei no consultório da nutri Vitória Santos com ar vencedor. Minha balança apontava algo próximo dos tais 99 quilos.
Iniciada a consulta, chegou a hora da verdade. Depois de retirar tudo dos bolsos, relógio, aliança, subi na balança de bioimpedância, daquelas que examinam até a alma do paciente. O mostrador apontou
100,1 quilos. Estava 200 gramas acima do desejado. Ainda assim, o resultado animava muito.
Ao recolocar a carteira no bolso, notei a chave do carro lá no fundo. Eu esqueci de tirá-la antes de me pesar. Paciente, a nutri repetiu o processo. Lá estava na tela: 100,0 quilos. Bateu na trave, quicou em cima da linha, mas faltaram poucos centímetros para a bola entrar. Sem problema.
Em maio, eu estufo as redes com tudo!