InícioCrônica do AroldoMonteiro Lobato: infância e brasilidade

Monteiro Lobato: infância e brasilidade

Saudade, muita e boa saudade!

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Esta a melhor para palavra para descrever a sensação que tive ao ver uma foto do principal elenco da primeira versão do “Sítio do Pica-pau Amarelo” – série de televisão baseada na obra do escritor Monteiro Lobato, criada e transmitida pela Rede Globo no final dos anos setenta e início dos oitenta.

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Os personagens da foto eram Dona Benta, Tia Anástacia, boneca Emília, Visconde de Sabugosa, Pedrinho e Narizinho. Estes os principais, de todos os episódios.

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Mas havia outros, a bruxa-jacaré Cuca, o saltitante Saci Pererê, Tio Barbabé, o porquinho Marques de Rabicó, o burro-sábio Conselheiro…

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Vendo isto, parece que retorno no tempo. Meus pensamentos voam e, como num filme, assisto-me em uma cena.

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Estou saindo da escola, segundo, terceiro ou quarto ano do primeiro grau.

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Naquele tempo se chamava assim. Hoje, o quarto e quinto anos do ensino fundamental.

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Eu saía das aulas querendo chegar logo em casa, para assistir ao ‘Sítio’.

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Estudava à tarde. Saía rápido pelas ruas entre a escola e minha casa, calculando a velocidade dos passos para chegar na hora de o programa começar.

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Usava uma mochila tipo pasta, ia alternando de uma mão para a outra, para não incomodar.

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Antes, um copo de leite, pãozinho, alguma fruta, e… televisão!
Quantas gerações de brasileiros não fizeram isto.

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Depois as crianças da série cresceram, e colocaram outras. Mas a primeira versão é inesquecível.

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Quanta infância, quanta alegria, quanta criatividade.

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A magia de Monteiro Lobato, a competência dos atores e produtores.

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Sim, pois os artistas da televisão se uniram com o artista das letras.

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O resultado foi sempre um bom episódio.

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Havia humor, suspense, conhecimentos técnicos e morais, inteligência emocional.

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Quanta alegria, que saudade!

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Pergunto-me se Monteiro Lobato teve aquela infância? Ou se inspirou na de seus filhos? Se foi assim, que paizão foi ele.

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E, porque não falar, quanto brasilidade!

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A Cuca, apareceu aqui agora.

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O Visconde de Sabugosa, sempre um cientista, um sábio.

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Emília, a percepção feminina aguçada em tudo que olhava.A música tema, seu refrão, “Sítio do Pica-pau amarelo, sítio do pica-pau amarelo…!nUm trecho da música de um episódio: “Sete piratas sobre um caixão, ho!, ho!, ho!, e uma garrafa de rum. No fim da bebida, saiu confusão, ho!, ho!, ho!, e não sobrou nenhum! Tum tum tum tum tum tum”. Cantada em coro. Que boa recordação!

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Passado sim, mas a alegria inesperada que estas lembranças trouxeram é presente, sentida aqui e agora.

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O bom passado é sempre presente, uma alegria conquistada na estrada da vida.

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Que o espírito de Monteiro Lobato reencarne, para criar histórias na era da internet, para as crianças de hoje!

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Aroldo Pinheiro
Aroldo Pinheiro
Aroldo Pinheiro é jornalista. Diretor Geral, Gerente Comercial e Editor-chefe do Jornal Roraima Agora. MTB 397/RR.
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