Coisa de criança

    Com a mãe, Tarcízio, 6 anos, estudava o ABC. Mas o pensamento do pirralho estava na pelada ali em frente.
    - U- vê-a-vá. Uva.
    - Cê-a-cá-esse-á-zá-cê-ó-có. Casaco.
    - Bê-ô-bô-ele-ó-ló. Bolo.
    - Dê-á-dá-dê-ó-dó. Bozó.

    Pelejo, há algum tempo, para que Beatriz, 5 anos, largue a chupeta. Na última investida:
    - Minha fi lha, você já é uma mocinha: está na hora de largar essa chupeta.
    - Tá, bom papai: tu promete que vai parar de fumar?

    Festa em casa de árabes, do equipamento de som, a música repetida: “Ralaí, Ralarrá, Ralaxi, Ralaí, Ralarrá, Ralaxi, Ralaí, Ralaxá, Ralaxí, Ralaí, Ralaxá, Ralaxí, Ralaí, Ralaxá, Ralaxí, Ralaí, Ralaxá, Ralaxí, Ralaí, Ralaxá, Ralaxí...” 
    Pedrinho, quatro anos, bate nas costas de Pedro sênior e pergunta:
    - Pai, o CD tá furado?

    Marquinho, seis anos, assistindo telejornal ao lado do pai:
    - Queria que Papai Noel me desse uma metralhadora só pra gastar bala matando esses ladrões da Lava Jato.

    O avô pergunta:

    - Marquinho, o que quer ser quando crescer?

    Espevitado, elétrico, jogador de pelada, rodador de pião, empinador de papagaio, o menino de seis anos responde:

    - Num quero crescer não, vô. Eu quero é ser moleque”.

    Carol, cinco aninhos, grita:
    - Mamãe, mamãe, adivinha o que é esse caracol que eu tenho na minha mão?
    Tristinha, abaixa os olhos e lamenta:
    - Puxa vida, não era pra eu dizer o nome do bichinho...

    Pelo interfone, o porteiro avisa que tem crianças em situação de perigo no apartamento 501. Mariana, mãe, vai à sacada e encontra o filho, 4 anos, em companhia de Dadá, mesma idade, ambos pendurados na tela de proteção.

    Depois de cuidadosamente afastado do local e severamente advertido, Guilherme justifica:

    - Mãe, a gente tava só brincando de Homem-aranha.

    No zoológico, ao ver um sagui, Anajara, 4 aninhos, presta atenção e fala:

    - Mãe, esse macaquinho tá assado. Vamos botar um talquinho na bundinha dele?

    Apagão. Mais um. Sem TV, sem computador, Mariana entretém o filho contando histórias e fazendo cosquinha na barriga dele. Vendo-o sonolento, ela diz:

    - Tá bom. Agora, rezar e dormir.

    - Mãe, posso fazer um pedido pro Papai do Céu?

    - O que você quer?

    - Que falte luz toda noite aqui em casa.

    Bia, gracinha de sete anos de idade, festeja:

    - Bom mesmo que “essa” Dilma saia daí.

    Aleide, a avó, questiona:

    - E quem vai assumir no lugar dela?

    - Michel Teló, né, vó? E, com ele, vai ser bem melhor.

     

     

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