Quinta, 13 Agosto 2020 13:02

    Idosa, 96 anos, pioneira em Boa Vista, vence o coronavírus

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    Idosa, 96 anos, pioneira em Boa Vista, vence o coronavírus Arquivo pessoal

    Neusa Pinheiro, pioneira em Roraima, contraiu o coronavírus e, depois de dias em UTI, recebeu alta hospitalar. A nonagenária não tem sequelas

    O vírus chinês é cercado de mis­térios. Médicos do mundo inteiro aprendem - e desaprendem - to­dos os dias com o coronavírus. Como ele se propaga? Existem grupos de risco? Que drogas sur­tirão efeitos contra a doença? Que medidas são de fato eficazes para combater a pandemia?

    Em meio a tantas incertezas, há casos de pessoas que, em tese, fazem parte de grupos de risco, mas surpreendem e driblam a doença.

    Neusa Pinheiro, 96 anos, cearen­se, que viveu cerca de 30 anos em Roraima e faz parte da histó­ria desse Estado, é uma das sor­tudas que contraiu o vírus chinês e, depois de preocupar médicos e familiares, está curada.

    No dia 12 de julho, com proble­mas na pressão e dificuldade para respirar, dona Neusa foi con­duzida, de ambulância, para o Hospital Santa Luzia, em Brasília. Teste para a covid deu negativo. No dia 14, quando estava pronta para receber alta, um novo teste detectou o coronavírus no orga­nismo da nonagenária.

    Levada para a UTI, isolada, tei­mosa, a paciente passou a brigar com a equipe médica, exigindo farinha em sua comida. Doutora Paula, também cearense, iden­tificou-se com a idosa e criou vínculo com seus familiares, faci­litando a entrada de celular para troca de mensagens com quem estava do lado de fora.

    Dona Neusa e seus familiares ca­tivaram a equipe de médicos e de enfermeiros, que passaram a dar-lhes atenção toda especial.

    No dia 22, conduzida em cadeira de rodas, curada, a paciente dei­xou a unidade hospitalar.

    Em casa, a filha Aurilene e o genro Itamar Santos se desdo­bravam em cuidados com me­dicamentos e dieta de Neuzinha - como ela é chamada por seus filhos e pessoas próximas.

    Ao despertar, na manhã do dia 27, Neuzinha determinou que seus cuidadores “dessem um fim na cadeira de rodas”, pois ela queria andar com suas próprias pernas.

    Antes das 12h, ainda no dia 27, mais uma surpresa: Neuzi­nha comunicou que não queria almoçar frango nem sopinha, “hoje eu quero costelinha de porco com baião-de-dois e fa­rofa”. E, assim, firme e cheia de vontade, Neusa Pinheiro provou que é dura na queda e, ao que tudo indica, ainda ficará muito tempo entre os seus filhos, ne­tos e bisnetos.

     

    A vitória de Neusa Pinheiro contra a covid 19 rendeu foto de capa na edição de 2 de agosto, domingo. A reportagem é sobre gratidão e amizade que surgem envolvendo médicos, pacientes e familiares de doentes

    Lido 479 vezes Última modificação em Quinta, 13 Agosto 2020 14:43
    Aroldo Pinheiro

    Aroldo Pinheiro,  roraimense, comerciante, jornalista formado pela Universidade Federal de Roraima. Três livros publicados: "30 CONTOS DIVERSOS - Causos de nossa gente" (2003), "A MOSCA - Romance de vida e de morte" (2004) e "20 CONTOS INVERSOS E DOIS DEDOS DE PROSA - Causos de nossa gente".

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