Fernando Quintella

    Fernando Quintella

    Sábado, 17 Novembro 2018 15:26

    Completar 100 anos é para fortes

    Saudável, alegre, feliz, dona Zuleide comemora 100 anos de vida

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    Terça, 06 Novembro 2018 03:46

    Fitness todos os dias

    Tremendo domingo, duas horas da tarde, caloraço daqueles, e lá estavam eles em plena atividade, na academia. Tínhamos saído de almoço caprichado no restaurante especializado em frutos do mar, ainda com o sabor da deliciosa sobremesa na boca. Deparar-nos com a cena gerou misto de vergonha (estar acima do peso causa esse tipo de reação, sim) e incredulidade.

    Réu confesso nos exageros alimentares, comecei a pensar sobre os motivos de alguém suar por todos os poros, no dia do descanso universal. Logo imaginei o pior: ressaca moral. Meteram o pé na jaca na véspera e, agora, compensavam a estrepolia nos aparelhos da academia, companheiros de luta pela eterna forma perfeita.

    Cansado só em olhar o vai e vem da turma empolgada, dei o desconto na avaliação. Deve ser local de paquera, em horários com menos frequência, logo, mais tranquilo na busca de parceria além dos aparelhos. Tudo bem, pode ser. Conheço muitos romances bem-sucedidos iniciados em academias.

    Procuro entre os frequentadores alguém do meu tamanho. Ninguém. Parece aquela velha história de certos bancos só emprestarem dinheiro para ricos, de quem têm como receber, mesmo em momentos complicados. Talvez, não. Em visão menos crítica, a turma fitness está nos trinques porque malha todo dia.

    No final, sem ter a minha resposta definitiva, sigo adiante, onde encontro o sorvete adequado ao meu estado de espírito. Entre uma colherada e outra, orgulho-me de poder desfrutar da maravilha gelada enquanto outros suam barbaridade nas academias.

    Volto para o carro animado. O Flamengo jogará mais tarde. Preciso estar preparado. Ao chegar em casa, reflito uma vez mais sobre meu peso atual, a turma da academia, o sorvete no caminho, caio na real e tomo a decisão corajosa de mudar de vida.

    Amanhã, segunda-feira, começarei a dieta...

    Domingo, 21 Outubro 2018 15:10

    Ao mestre, com carinho

    Na segunda-feira, 15, as redes sociais deixaram um pouco o clima eleitoral de lado. Os grupos ficaram entupidos de mensagens em homenagem ao Dia do Professor. Eu mesmo entrei no clima, como faço todo ano. Minha postagem pegou carona na página do amigo Mauro Rinaldi, de São Paulo, com cena do filme inglês que dá título a estas linhas. Em 1967, Sidney Poitier dava o tom do respeito ao mestre em filme de sucesso absoluto até hoje. Se você não assistiu, assista.

    No Brasil, multirracial, convivíamos em harmonia, com total respeito aos mestres, a começar pela entrada em sala de aula. A turma toda levantava-se como reverência à cátedra, a quem ia nos ensinar a ter futuro digno. A palavra do mestre era lei. Tínhamos idolatria pelos mais destacados. Entendíamos a missão daquela pessoa, cuja responsabilidade era preparar-nos para o futuro.

    Os rigorosos concursos para o ingresso nas escolas e faculdades formadoras de profissionais do magistério tinham grande concorrência, com disputa acirrada pelas vagas oferecidas. Ser professor era sinal de status na sociedade.

    Hoje, nesses tempos modernos, há pouco respeito a quem forma a massa crítica nacional, com raras exceções. Quando deixamos o quadro mudar? Sei lá. De repente, os alunos começaram a desrespeitar os professores em diferentes níveis, inclusive com agressão física. A procura pelo magistério diminuiu. Os salários despencaram tanto na área pública quanto na área privada. Os governos omitiram-se na remuneração decente a quem forma os profissionais do futuro.

    Sinceramente, nos dias atuais, o mestre deveria receber adicional por insalubridade no serviço. Faz sentido.

    Obrigado, mestres, por terem transferido seus conhecimentos a todos nós. Vocês merecem todas as homenagens.

    Sexta, 05 Outubro 2018 22:38

    Câncer - caminhada pela vida

    Boa Vista está no circuito do Hospital de Câncer de Barretos

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    Segunda, 17 Setembro 2018 00:19

    Reis, o homem do gol

    E lá se vão 33 anos. Inagurado em 7 de setembro de 1975, o Estádio Canarinho tem história. Parte dessa história é Reis, atleta do Baré, que fez o primeiro gol nesse estádio.

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    Terça, 04 Setembro 2018 06:54

    Par de jarras

    Ouço a expressão “par de jarras” desde menino, quase sempre em comentários de mulheres sobre a coincidência de duas pessoas vestirem roupas iguaizinhas. Entre o espanto das duas, na maioria das vezes, transformado em ira profunda logo depois, até as piadas maldosas disparadas, o ambiente acaba contaminado.

    Já presenciei situações constrangedoras, inclusive em eventos elegantes. Se compraram a roupa na mesma loja, sob a promessa de ser “modelo exclusivo”, as, digamos, vítimas voltam-se contra o vendedor. Nessa hora sobram adjetivos, muitos impublicáveis. Homens também protagonizam micos semelhantes.

    Conheço casos ótimos. Um deles ocorreu em 1970, na redação do Jornal dos Sports, Rio de Janeiro. O repórter Altair Baffa, o Baffinha, vestia-se com elegância. Veterano na profissão, era um dos craques de sua geração. Naquele sábado, final de tarde, a redação fervilhava. De repente, alguém grita: “Abre alas, aí, pessoal. Está chegando um bloco. Pelo visto é grande”. Todos olharam para a enorme porta dupla, por onde entrou o então jovem repórter Marcelo Rezende, com sua cabeleira loura até o ombro, cheio de balanço. Ele tomou tremendo susto quando viu o Baffinha com a mesma roupa. Tudo igual: sapatos, meias, cinto, calça e camisa.

    Baffinha partiu para o ataque. “Que palhaçada é essa, Marcelo?” Sem graça, o novato tentou reverter a situação: “Vi você usar, gostei, passei no seu alfaiate e mandei fazer igual. É homenagem, Baffinha.” A gargalhada dos colegas irritou ainda mais o veterano. “Homenagem é o cacete!”, reagiu. Antes de o problema tornar-se maior, até por causa das piadas, o editor Aparício Pires encerrou a discussão e determinou a volta ao trabalho.

    Bem, pelo menos ele tentou evitar o assunto. O porteiro do jornal, avisado pela turma da redação, dava a dica a quem entrava no prédio: “O Baffinha e o Marcelo estão com a roupa igual”. Era a senha para a piada seguinte: “É dupla caipira?” E tome mais barulho.

    Segunda, 03 Setembro 2018 14:51

    No outro lado do mundo

    Roraimado atravessa o mundo em busca de dias melhores

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    Sexta, 17 Agosto 2018 19:22

    População tem que participar

    Todos temos que assumir a responsabilidade de erradicar a poliomielite e o sarampo

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    Quinta, 09 Agosto 2018 04:27

    Faça a sua parte

    Todo cidadão brasileiro tem obrigação de se empenhar no combate à poliomielite e ao sarampo 

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    Domingo, 05 Agosto 2018 18:23

    O desafio da monografia

    Há alguns anos, o sistema universitário brasileiro inseriu a exigência do chamado Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O aluno deve escrevê-lo em formato de monografia e apresentá-lo à Banca Examinadora composta por três professores.

    Começou, então, a busca por temas interessantes, com potencial de produzir trabalho caprichado no coroamento de tantos anos de estudos. Nem sempre é fácil conseguir assunto inexplorado ou com viés diferente dos já abordados. Mesmo assim, alguns acham o caminho.

    Rodrigo Baraúna estudou Jornalismo na UFRR no começo da década passada. Ele já era guitarrista solo da até hoje atuante Banda Garden - 20 anos de atividade completados em 2018. Acostumado ao sucesso, precisava manter a pegada.

    Orientado pelo professor Maurício Zouein, craque em Semiótica, Rodrigo buscou o seu tema na floresta. Abordou a comunicação olfativa – sim, existe. Parecia brincadeira, mas o caso era sério. Jovens índios Yekuana vieram estudar em Boa Vista. Acostumados ao ambiente da maloca, desconheciam desodorante. Nos primeiros dias, os colegas ficaram nauseados. O mau odor estava insuportável. Os novos alunos apenas mantinham os hábitos da aldeia. Com jeito, a turma convenceu-os a usar Leite de Rosas. Eles adoraram a novidade. Com o novo aroma no ar, a comunicação fluiu sem problemas.

    Ao voltar para a aldeia, nas férias, os estudantes mantiveram o novo hábito. Aí quem protestou foram os outros índios. Para eles, era inaceitável aquele cheiro estranho trazido da cidade pelos garotos. Criado o impasse...

    Bem, o fim da história vocês podem conferir com o Rodrigo Baraúna, no Senac, ou depois de qualquer show da Banda Garden. Quem sou eu para tirar do amigo o prazer em falar de seu trabalho, avaliado pela Banca Examinadora com a nota 10.

    Com ou sem Leite de Rosas.

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