O ocaso de um homem (e de uma mulher)

    Roraimense, nascido em família humilde, ele enfrentou dificuldades até formar-se engenheiro civil em Belém, num tempo em que, para chegar à faculdade, macuxis tinham que se aventurar em centros maiores. 

    De volta à sua cidade natal, montou firma construtora e, por meio de obras públicas, visão empreendedora e sorte, tornou-se homem rico.

    Vaidade e sonho de fazer algo pelo seu lugar de nascimento levaram-no à política. Ungido por poderoso e querido político, não foi difícil chegar a governador. 

    Usando meios não muito republicanos e abusando de populismo, criou seu grupo de seguidores que o levou a segundo mandato. 

    Dali, picado pela mosca azul, pensando em degrau mais alto, tentou chegar ao Senado Federal. Lá não conseguiu chegar. 

    Passados alguns anos desde a tentativa inglória, sonhou voltar ao comando do Executivo estadual. As garras da Justiça, entretanto, surgiram para atrapalhar seus planos. Depois de chicanas e fugas, recolhido a prisão domiciliar, teve ideia de retomar o poder por meio da esposa. Lançou-a candidata e, depois de acirrada disputa eleitoral, fê-la governadora. 

    Desde o início, sabia-se que a administração da patroa não seria nenhuma brastemp. Cercada por parentes e incompetentes, ela entra para história como o que poderia ter havido de pior para governar Roraima. 

    O poder cega. Sem enxergar a realidade, a despeito de pesquisas, a governadora partiu para tentar reeleger-se e, assim, continuar oferecendo condições para que parentes, agregados e apaniguados continuassem mamando nas, agora, muxibentas tetas do erário.

    Colhe-se o que se planta. As urnas trouxeram votos suficientes para que a governadora amargasse humilhante terceiro lugar, tirando-lhe o sonho de disputar, de acordo com a legislação, um segundo turno. 

    Contam que, no dia da apuração dos votos, quando viu que os números lhe eram contrários e não levariam a chapa à disputa final, a governadora aproximou-se de seu candidato a vice e, depois de sorver lauto gole de vinho, tirando o corpo da reta, humilhou o companheiro derrotado:
    - Doutor, se eu soubesse que você era tão ruim de voto, eu teria escolhido outra pessoa para essa batalha.

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    (Nota do autor: qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas não terá sido coincidência)

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