Crônica do Moroni

    Caquinha do nariz e coceira no saco

    Temos que sempre observar nossas manias e instintos negativos buscando nosso polimento. Nesse contexto, já consigo não atender ao celular dirigindo automóvel, por exemplo. Ficou simples e automático dar seta, parar em local seguro e, ali, atender. Uma quase colisão e uma multa ajudaram nesta minha correção de rumo...

    Já cortei a mania de atender celular e telefone fixo na mesa de trabalho. Também deixei de falar ao celular e usar o computador ao mesmo tempo. Um fato muito me incentivou nesta correção: uma vez, falando ao celular, mandei um e-mail ao destinatário errado e quase me meti numa enorme confusão...

    Outro hábito negativo que, se ainda não 'domestiquei', ao menos estou lidando melhor com ele: tirar caquinha do nariz! Algo que me deixou em pânico. Um cavalheiro como eu jamais poderia fazer essas coisas. Mas, vira e mexe, me pegava na 'limpeza do salão'. Tentava me conter, falava comigo que isso deve ser feito apenas no banheiro. Mas, quando menos esperava, lá ia eu com o hábito pré-histórico.

    Procurei médicos, videntes, macumbeiros, psicólogos, palpiteiros, até um veterinário, e nada de resolver. Colocar o dedo no nariz passou a ser a minha linha divisória entre eu ser um primata ou um homo sapiens. Como eu não consegui me domar, decidi morar numa floresta, junto aos macacos. Concluí que eu não era evoluído.

    Quando eu preparava a viagem só de ida, resolvi fazer uma consulta no 'Google Sabe-Tudo'. E fui procurar no país certo, onde pesquisam sobre tudo: os Estados Unidos. Lá, descobri minha libertação! Eles dizem que o hábito de levar os dedos para limpar o nariz é algo mais instintivo que racional, tal qual respirar, por exemplo. 

    Quer dizer, eu e todo mundo não conseguimos controlar totalmente tal hábito. Com atenção, podemos 'agir' longe do público.

    E vi mais. Nos Estados Unidos eles têm diversas pesquisas sobre caquinha: da costa leste e da oeste, de acordo com a renda do cidadão, pelos esportes que praticam, etc. Eles conhecem as características das caquinhas dos grandes personagens da sua história. Aqui no Brasil, a gente dá risada com uma pesquisa assim, mas lá eles não têm preconceito em estudar. Talvez por isso sejam mais desenvolvidos. Caquinha lá é coisa séria!

    Foi uma revolução em minha vida, voltar a ser um cavalheiro quando eu já me considerava mais primata do que homo-sapiens. Depois disso, já penso em outro aprimoramento radical. Estou vendo a tradução em inglês para "coçar o saco" e ver o que os norte-americanos têm a respeito!

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