Taxista faz estreia no MMA

23 Dezembro 2015
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Cham­pion tremeu na noite de 12 de dezembro. Na sexta-feira, o local recebia o II Desafio América Champion, que seria composto por nove combates. Sendo sete lutas de boxe, uma de K-1 e outra de artes marciais mistas, ou MMA. Entre atletas presentes e escalados para subir ao ringue, um deles estava especialmente nervoso.

 O taxista lotação, Ricardo Silva, 35, havia começado a treinar artes marciais aos 30 anos e diferentemente da maio­ria dos participantes do desafio, já não podia se considerar um garoto. Apesar da experiência de vida, aquele seria seu primeiro combate de MMA. Enfrentaria David Nascimento. Em breve conversa com o rapaz, de 21 anos, descobre-se a razão de ele ser conhecido como “Gago”.

 

 

Além da diferença de idade entre adversários, havia a preferência por dife­rentes estilos de luta. Ricardo iniciou sua trajetória na Luta livre; Gago, no boxe olímpico, modalidade que ele já tinha participado em campeonatos brasileiros.

 

Nas apresentações, a ansiedade de Ricardo era visível. Ele seria o último a subir ao ringue. Irmão e amigos esta­vam na torcida e a chegada do grande momento fazia o gigante tremer. “Estou ficando ansioso. E isso não é bom. An­siedade leva embora todo o gás do cara”, confessou.

 

Chegada a vez de o veterano fazer sua esperada estréia no MMA: olhos fi­xos, cara de mau, postura de campeão. O gongo soou e, como esperado, Ricardo partiu na tentativa de agarrar as pernas do adversário para levá-lo ao chão. Deu errado. O adversário não caiu e, para piorar, começou a mostrar seu boxe para o estreante.

 

Ricardo retribuiu o carinho. E, nis­so, o que seu viu foram encontros nada amigáveis entre canelas, pés, joelhos, braços e punhos. Com a luta em pé, o inevitável aconteceu. Os socos e chutes de David Gago encontraram Ricardo. O Gigante tombou. A luta foi interrompi­da antes do segundo minuto do primei­ro round. Estava feito. Nocaute. Mesmo com resultado adverso, Ricardo estreou no MMA. A motivação do guerreiro continuava intacta. “Isso foi só o come­ço; em março, eu luto de novo. Uma der­rota não me faz desistir. O que eu quero é lutar”, afirmou Ricardo, mostrando lar­

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Redação

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