O Brasil está frio? Quem disse?

17 Junho 2018
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Divulgação

Pesquisas indicam que 53% dos brasileiros não estão nem aí para a Copa do Mundo de 2018

O Roraima Agora foi às ruas e ouviu torcedores roraimenses:

                                                                          Brito, coronel PM da reserva                         Rosa Benedetti advogada                       Zigo Maia, servidor público                          Shirley Cabral Brito, dondoca                Túlio Pinto, empresário

 

Brito, coronel PM da reeserva

Com certeza absoluta, vai dar tudo certo para o Brasil. O Tite é o homem certo no lugar certo. O Felipão não estava preparado para conduzir uma Seleção Brasileira. Já o Tite está preparado e tem as melhores condições para guiar essa garotada. A unidade de nossos jogadores conseguida pelo técnico nos dá a certeza de que este caneco será nosso.

 

Rosa Benedetti, advogada

Não vejo futuro na nossa Seleção. Acho esse time muito fraco. Não temos mais a emoção que tínhamos com outros grupos de jogadores, quando o Brasil parava para assistir às partidas. Hoje, os jogadores estão mais preocupados com seu próprio marketing do que com o futebol. Acho que vamos dançar sem música mais uma vez.

 

Zigo Maia, servidor público

Temos elenco de alto nível técnico e, individualmente, nossos jogadores superam. Tem um porém: a imprensa teima tirar o foco do objetivo, endeusando os atletas que, por sua vez, são desprovidos de uma cultura adequada. Fazer o quê? Vendo o que vejo, como vejo, acredito que vamos ganhar todas as partidas que jogarmos. 

 

Shirley Brito, dondoca

enho tanta fé nesta nossa Seleção quanto tenho no Flamengo. Essa paixão nos leva a um otimismo muitas vezes exagerado. Acho, no entanto, que o Tite tem feito um ótimo trabalho, conseguiu unir nossos meninos em torno de um só objetivo  e, frente às outras seleções, temos muito mais condições de ganhar esse Mundial.

 

Túlio Pinto, empresário

Estou bem otimista e coloco Brasil, Alemanha, Argentina, Espanha e Bélgica como favoritas. Qualquer outra terá sido pura zebra. Agora, cá pra nós, eu seria o homem mais feliz do mundo se o Brasil conseguisse o hexa e Luíz Inácio Lula da Silva se elegesse presidente (novamente) desta sofrida nação brasileira.

 

Fernando Quintella, jornalista

O Barão me telefona com a pressa de sempre: - Ei, cara, o que você acha da seleção brasileira?

Fiquei muito preocupado. Se em dia de fechamento de edição nosso líder pesquisa a opinião da turma sobre o escrete de Tite, alguma coisa vem por aí. Mas ele nem quer saber de papo. Pede texto a respeito do assunto, curto e objetivo, pedido desrespeitado, como você pode notar...

Gosto muito do jeito Tite de ser. Nunca foge das perguntas dos repórteres. Transparência total. Os jogadores gostam desse comportamento de liderança. Confiar no líder é meio caminho andado ao sucesso.

Tite convocou os melhores jogadores disponíveis. Testou ao máximo, até quem nem deveria ser testado. Usou a estratégia de avaliar o pacote completo, a fim de evitar as críticas de sempre sobre injustiças. No fim das contas, formou grupo forte, coeso e muito bem calibrado.

Se vamos ganhar a Copa? As chances são imensas, pois temos o conjunto mais equilibrado do que os nossos possíveis adversários nas fases decisivas. Mas, como diria Gerson, o Canhotinha de Ouro, cérebro da seleção do Tri, “uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa”. Futebol está longe de ter lógica. No máximo, tem tendência. Um dia ruim, desatenção na jogada crucial, e lá se vai todo o trabalho de anos pelo ralo.

Sobram exemplos de surpresas. Começo pelo Maracanazo, quando o Brasil perdeu, dentro de casa, para a Uruguai a Copa de 1950. No certame seguinte, realizado na Suíça, a poderosa Hungria perdeu a final para a Alemanha. A lista aumenta com nosso time de 1982, derrotado na Espanha pela Itália.

Mesmo assim, confio no Brasil. Neymar joga o fino e seus parças de time voam em campo. Esqueçam 2014. Vivemos novo tempo. E se faltarem motivos para torcer pelo Brasil, lembre-se de que, se ganharmos a Copa, no dia 15 de julho, você terá pelos menos uns três dias de folga no trabalho naquela semana. A bola é sua, torcedor.

 

 

 

 

Aroldo Pinheiro

Aroldo Pinheiro,  roraimense, comerciante, jornalista formado pela Universidade Federal de Roraima. Três livros publicados: "30 CONTOS DIVERSOS - Causos de nossa gente" (2003), "A MOSCA - Romance de vida e de morte" (2004) e "20 CONTOS INVERSOS E DOIS DEDOS DE PROSA - Causos de nossa gente".

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