Brasileiro foragido é preso na Rússia

05 Julho 2018
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Divulgação Polícia russa

Detido durante a partida Brasil X Costa Rica, o bandido nem pôde assistir aos gols do finalzinho

Na manhã de 22 de junho, na Arena Zent, em São Petersburgo, Rodrigo Denardi Vicentini, 31, foragido da Justiça, foi preso pela Polícia Federal brasileira quando torcia pelo Brasil durante o jogo contra a Costa Rica. Como recebeu voz de prisão ainda na metade do segundo tempo, o bandido capixada nem pôde assistir aos dois gols que deram vitória à Seleção Canarinho.

Vicentini é acusado de ter participado, com mais dois comparsas, de roubo a uma agência dos Correios no município de Itarana (ES), em 22 de março do ano passado, de onde, afirma-se, foram levados R$ 230 mil. Contra ele havia mandado de prisão em aberto por determinação da 1ª Vara Federal Criminal do Espírito Santo.

Quando recebeu voz de prisão, o brasileiro portava passaporte italiano. A pedido da Polícia Federal, Rodrigo fazia parte da lista de difusão vermelha de procurados pela Interpol, o que possibilitou a detenção em solo russo.

Cooperação internacional

A prisão foi feita por policiais federais enviados para o Centro Internacional de Cooperação Policial (CICP), em Moscou, cujos agentes atuam nos estádios durante os jogos do Brasil.

Os policiais agem de forma integrada às autoridades russas, o que levou à identificação e localização do foragido, que poderá ser extraditado.

O envio de equipes especializadas de policiais federais para a Rússia, durante a Copa, integra modelo de ação típico de grandes eventos: durante a Copa de 2014 e Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, o Brasil recebeu diversas equipes de policiais estrangeiros para esse tipo de ação.

O Grande Irmão está de olho

Com a evolução dos meios de comunicação, seres humanos, em todo o mundo, estão constantemente sendo vigiados, transformando em verdade a obra ficcional de George Orwel: 1984.

A Construção da ponte Pedro Ivo, ligando a ilha de Santa Catarina ao litoral, deixou um rombo de R$ 27 milhões de reais. Miguel Orofino, principal suspeito de ser o mentor do roubo, sumiu quando a falcatrua começou a ser investigada. Sua bela secretária também tomou Doril.

Em julho daquele ano, por mero acaso, Miguel e Meire foram filmados entre brasileiros que assistiam a uma partida de vôlei da Seleção brasileira, em Barcelona, na Espanha.

Na época, apesar de esforços, a Polícia Federal não conseguiu localizar o casal. Em 1997, cinco anos depois da filmagem, Miguel e a secretária foram presos em Sintra - a quinze quilômetros de Lisboa, Portugal.

Os meliantes foram trazidos de volta ao Brasil com ajuda de denúncia anônima.

Redação

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