Fracote

Tia Lyka ensina que homem que é homem sabe trepar. No mínimo, gosta da coisa, sem  reclamações, sem críticas. Negócio é simples, só chegar com jeitinho e comer. 

Problema é que isso passa a anos luz de jovens como o Fracote.

Ele é bem lindo. Alto, cheiroso, branco, cabelo macio. E tudo isso entra em contraste  com uma personalidade pautada em personagens heroicos inexistentes, armas de games futuristas, mulheres perfeitas e obedientes, memes imbecis e idiotice gratuita de juventude burra.

Garotinhos assim só se dão bem com garotinhas, as quais pensam que animes são a melhor coisa do mundo e filmes de terror tornam pessoas mais “cool”. Com elas é fácil agradar; sexo é coisa de boneca para essas gurias.

Em verdade, na hora de lidar com uma moça um pouco mais cabeça, que já passou por mil e uma tretas, guris assim broxam.

O Fracote não deu conta do recado; sequer entendeu a mensagem. Ali dizia: “só aceitamos serviço bem feito”. Moleque assim, com cabeça de nerd, mundo girando ao redor de “gueime ófi trônis” só dá merda. Nem beijar, ao menos, sabem – alô-ô, cadê a língua aí?!

Pena. Todos bem bonitos. Mas fracassos. Pior ainda é ter que ouvir as desculpas que dão depois. Só que eu perdoei, porque, bom, não é todo ser do sexo oposto que lida  bem com mulher que vê o mundo além de besteiras como séries e playstations.

Lição final: nerdzinho é inservível.

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