É preciso jogar no buraco quem o cavou primeiro

Para tentar tapar o rombo nas contas do Estado, Suely Campos (PP) lança mão de mais uma estratégia para danar o lado mais fraco, o trabalhador. Dessa vez, alegando as mesmas dificuldades financeiras de sempre, a mandatária escolheu vitimar servidores efetivos que têm cargo comissionado, privando-os das gratificações. É mais uma das medidas "ousadas" para tentar tapar o buraco cavado por ela mesma, que afunda Roraima a cada dia.

Depois de meter os pés pelas mãos, essa administração se perdeu na gestão de recursos públicos, com má aplicação de dinheiro, suspeitas de desvio de verbas, vícios em licitações e falta de transparência em decisões como as de agora, nunca explicadas a quem mais interessa.

Sem previsão nenhuma de gastos, o governo dá gratificações a esses servidores efetivos e quando o calo dói, eles é que vão pagar a conta. Não demora muito, aqueles que não são efetivos e ocupam apenas cargos comissionados, serão exonerados. Mas, certamente, muitos deles serão renomeados e outros tantos nomeados para servir às eleições de 2018, e tudo isso para que sirvam de cabo eleitoral e tentem alavancar uma candidatura perdida.

A situação do governo de Suely se complica cada vez mais e é bem provável que ela, no desespero de tentar se reeleger, afunde ainda mais o Estado. Se não está conseguindo arcar com as responsabilidades financeiras agora, certamente não o fará em ano eleitoral, quando terá de abrir a torneira dos cofres públicos para agradar gregos e troianos em troca de votos. Com certeza, a Justiça e os órgãos de fiscalização terão muito trabalho nos próximos meses. E é bom que o povo acorde logo. Na hora de votar, seria interessante se lembrar da situação da Saúde estadual, da Segurança Pública e de tantos outros males que nos afligem.Já seria um bom começo para evitar que se cometa o mesmo erro que pode durar mais quatro anos.

Para evitar que sejamos levados de uma vez para o buraco, é preciso que aqueles que o cavaram sejam emburacados primeiro (e sozinhos) para a nossa própria sorte.

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Sexo e dor de cabeça
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