Brigar com o destino pra quê?

Oi, gentem,

Olha eu aqui outra vez. Notícias da Terra de Maduro.

Outro dia, acordei assustada. A meu lado, a megera, mãe de Ramon, se masturbava olhando para meu corpo nu, descoberto. A velha também se assustou. Disse que está apaixonada por mim. Disse que se senti u atraída desde que me viu pela primeira vez. Sente vergonha de mim e medo do fi lho. Pediu-me para ajudá-la a ficar atraente como eu.

Ok. Cortei e pintei os cabelos da velha, raspei-lhe os pelos do sovaco, derrubei a floresta atlântica que ela cultivava no baixo-leblon e tosei os pelos que cobriam as varizes das pernas secas. A velha tá até apresentável.

Agora, tenho que me dividir entre os afazeres da casa, as esfurubicadas de Ramon, as rapidinhas do japonês e o assédio da bruxa, que sempre passa roçando em meu corpo. De vez em quando, a gente dá uns amassos.

Não me sinto ruim com esta situação, pois, tendo a megera como aliada, será mais fácil arranjar uma maneira de fugir desse inferno.
Na semana passada, de Tumeremo, trouxe umas canelas de boi e fiz um cozidão. Garimpeiros de outras grotas experimentaram e pagaram pela comida. É mais um trocadinho para a minha fuga. Já agendaram: aos sábados, vou servir cozido para uns 20 homens.

Mariano, um cearense, ficou de me arranjar duas meninas para me ajudarem com a cozinha. Sei que, com isso, ele tá querendo arranjar um trocado vendendo os corpos dessas mulheres para miseráveis como ele. Num tou nem aí. Acertei que, se der certo, quero um percentual do que elas faturarem.

É isso. Enquanto me capitalizo para ir embora, exploro restaurante safado e, logo, um puteirinho improvisado no meio da mata. Fazer o quê? Seguir os desígnios de Deus. Ou do Diabo.

Fui!

Visitas íntimas
Jipe velho (mas tinindo)
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