Amor de pica bate e fica

Olá, crionças!

Com esse friozinho gostoso nem sei se eu ainda quero ficar dando conselho pra vocês. Tá na cara que andam aproveitando muito debaixo dos cobertores comprados em Lethem (ou foi no Barracão da Gente?), não é mesmo?

Claro que vai depender se tem ou não goteira em casa. Aqui no meu muquifo, por exemplo, tem muitas, mas eu tenho baldes de sobra. Importante é que o barulho dos pingos ajuda a disfarçar a gemedeira dos clientes. É cada um que vou contar, viu? Dia desses, apareceu um que que chorava que nem criança, pensei que tinha arrancado a rola do cara com minha bezerrinha. Mas que nada, o caboco só goza chorando. Credo!

Mas vamos ao conselho do dia. Quem me escreve é Gabryella M. Ataíde de 33 anos, professora no Anzol:

Tia Lyka,

Estou na fossa. Levei um fora do meu macuá e agora não consigo arrumar outro. Quando estou lá, sabe?, eu só penso na pimba do moleque. Ô, caboco gostoso da peste. Não consigo mais nem dar aula pensando naquele pé grosso. O que faço pra esquecer esse homem?

Querida, Gaby

Pelo visto, isso é amor de pica: onde bate fica! Olha, amor de caboco não acaba nem fica pouco. Pensa nuns cabras que, pra sair da vida da gente, nem cachaça braba resolve. O único conselho que dou para esses casos - e tem surtido efeito - é o seguinte: pra esquecer, o negócio é fuder. Então, querida, fode que passa!

Fui!

Boquete da salvação
Pica não tem ombro
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